Clama a mim, e te responderei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jr 33:3)

É tempo de reatar o relacionamento com Deus, de falar, de ser ouvido e de obter resposta. Nestes últimos quarenta dias de jejum e oração temos visto a resposta de Deus a cada clamor e o quanto esse relacionamento “de perto” tem trazido um grande avivamento em nosso meio!

Todo relacionamento precisa ser cultivado e guardado. Adão não valorizou o que Deus lhe havia entregue e ao decidir-se pelo pecado, quebrou seu relacionamento com Deus e foi expulso do paraíso (Gn3:9-11).

A história, desde então, continua repetindo-se pois não valorizamos tudo o que Deus nos tem dado: os relacionamentos familiares entre marido e mulher, pais e filhos, lideres e discípulos, amizades, bens, até mesmo a posição de filhos de Deus e o relacionamento pessoal com o Espírito Santo, até sermos lançados fora, pelo nosso próprio pecado.

Homem e mulher, precisavam de um culpado para justificar seus pecados, e aí está a grande questão de nossa vidas, assumir a culpa e reconhecer o nosso pecado.

Viver em família é o projeto de Deus para todos nós, enquanto “viver solitário” é viver em trevas e longe de Deus.

Deus fala através do profeta Jeremias, dizendo:

Assim diz o SENHOR: Neste lugar que vós dizeis que está desolado, e sem homem,…sem morador, sem animal, ainda se ouvirá: A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao SENHOR dos Exércitos, porque bom é o SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre; dos que trazem ofertas de ação de graças à casa do SENHOR;…Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda neste lugar, que está deserto,…haverá uma morada de pastores, que façam repousar aos seus rebanhos”(33:10-12)

No Novo Testamento, o termo grego: Koinonia, é muito usado e significa comunhão, participação (sócio), companheirismo, contribuição e também tem o sentido de unidade. Se temos comunhão (koinonia) com o Espírito Santo, podemos dizer que temos comunhão (koinonia) uns com os outros. Um é decorrência do outro, quando o principal e o primeiro relacionamento (com Deus) é estabelecido, todos os demais relacionamentos também o são.

A oração e o clamor é a grande chave para termos comunhão com o Espírito Santo. Somos quebrantados, as respostas e a unção nos alcançam e a vida é acrescentada abundantemente. Você já se deu conta de que o Espírito Santo é uma Pessoa divina, que tem intelecto, emoções e vontade? Que como Pessoa que é, quer ser notado, honrado no seu dia a dia, pois afinal, Ele é companheiro, participa junto com você de cada circunstancia, contribui e quer ser UM com você e trabalha para que você seja UM com o Pai e com o Filho!

Será que paramos para dar-Lhe as boas vindas a cada manhã, a cada despertar?

Creio que por isso e muito mais, é que somos tão falíveis e não provamos o melhor do Espírito Santo em nossas vidas! Quantas vezes oramos com gratidão pela sabedoria, capacitação, talentos e dons? Quantas vezes ao dia damos lugar a Ele, dizendo: toma conta de tudo, usa-me e me ensina a fazer a tua vontade neste dia! Ao final do dia, agradecemos pelos Seus feitos? Se estabelecermos um relacionamento de amor e honra com o Espírito Santo teremos a sensibilidade de estender a koinonia em todos os relacionamentos ao nosso redor.

No Livro de Atos dos Apóstolos, no dia de Pentecoste, o Espírito Santo veio como “um vento impetuoso” e todos foram cheios do Espírito Santo. Assim como o vento está em toda parte, em todos os lugares e não há um só lugar onde não tenha vento, assim é o Espírito Santo, que é Deus, e é Onipresente.

O vento está dentro de cada um nós, a não ser que nos recusemos a respirar o ar. Assim como fisicamente necessitamos respirar, espiritualmente necessitamos ser cheios do Espírito Santo. Quanto mais orarmos, mais cheios seremos, e quanto mais cheios do Espírito estivermos, mais necessidade de orar teremos, e permaneceremos em uma atitude de oração e comunhão 24h do dia.

O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. (Jo 3:8)

O vento se move com liberdade e sem restrições, portanto, o planejar é do homem mas o executar é de Deus. A sensibilidade e obediência ao Espírito Santo farão toda a diferença e se não determos a Sua ação, os sinais nos acompanharão:

E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”. (Mc 16:17-18)

Não podemos ir adiante do Espírito Santo, pois Ele veio para ser “capitão” do nosso caminho! Não despreze essa maravilhosa parceria! Reconheça-O como Senhor de todos os seus relacionamentos: conjugal, familiar, com seus lideres, discípulos e amigos!

Cultive e guarde o “Jardim” do SENHOR vivendo a plenitude do Espírito Santo! É tempo de “Milagres”!

Em união.

AV.são Paulo 1133 paulicéa Piracicaba